sexta-feira, 24 de abril de 2009

Restaurações Estéticas

Pensando em trocar suas “obturações” escuras e antigas por restaurações da cor do dente?



Nesse artigo descubra:


- qual o melhor material? Amálgama ou resina composta?


- quando e por que trocar


- quando e por que não trocar


- informações importantes e interessantes.


Em odontologia existe uma grande quantidade de materiais que podem ser utilizados para “consertar” os dentes, ou seja, restaurá-los quando perdem estrutura, seja devido a uma fratura ou acidente, seja pela presença da doença cárie.


O que muitas pessoas conhecem como “massinha” ou “obturação” está longe de ser um procedimento simples. O material deve ser adequadamente selecionado, levando em conta inúmeras variáveis relativas ao caso e ao paciente, e, acima de tudo, a técnica deve ser bem realizada, pois isso poderá determinar, por exemplo, se a restauração será confiável por poucos meses ou por muitos anos sem precisar ser trocada ou consertada.


NÃO PROCUREM APENAS POR PREÇO BAIXO!!


Como a maioria dos produtos e serviços com os quais entramos em contato no mundo atual, existem variações muitas vezes impressionantes e até grotescas de preço, e na odontologia não é diferente. Acreditem, apesar de a maioria inquestionável da população nem mesmo se perguntar por que, na odontologia, essa variação de preço TEM fundamento na maioria dos casos. FIQUE ATENTO, VOCÊ ESTÁ LIDANDO COM SUA PRÓPRIA SAÚDE.


Dito isso, vamos às restaurações:


O que é o amálgama?


Se você tem uma ficha um pouco mais antiga em consultórios odontológicos, e teve algumas cáries, provavelmente leva em seus dentes um tipo de restauração cinza, ou prateada, que esteticamente pode não ser muito agradável para quem tem uma certa vaidade.


Esse material é o amálgama. Basicamente uma liga de prata com mercúrio, muito consagrada e utilizada na odontologia, com muitas vantagens e algumas desvantagens, mas muito confiável quando bem feita.


Por outro lado...


Hoje em dia todo mundo quer dentes mais brancos, e aquelas restaurações antigas, principalmente nos dentes inferiores, que costumam aparecer mesmo quando a pessoa fala, começam a incomodar.


Nesse momento é que aparecem as resinas compostas, que já existem há muito tempo, mas que há alguns anos não eram nem de longe confiáveis como são hoje. As resinas compostas permitem que restaurações sejam feitas de forma a ficarem IMPERCEPTÍVEIS nos dentes, e esse é o maior desafio para dentistas que focam seu trabalho na ESTÉTICA. Existem inúmeras marcas, inclusive nacionais, de qualidade excepcional, com variedades de até 36 diferentes cores, tons, e opacidade para que pareçam naturais nos dentes do paciente.


Então devo ou não devo trocar?!


Vou resumir isso em informações práticas, úteis e importantes, portanto atenção:


- Hoje, as resinas são perfeitamente confiáveis para substituírem o amálgama, podendo durar mais de 10 anos, apenas com manutenção e repolimento....mas....


- ...a resina composta exige muito mais cuidado técnico do que o amálgama para ficar confiável, portanto, mais conhecimento e cuidado por parte do profissional.


- Quando feitas “de qualquer jeito” ou com materiais de má qualidade ou vencidos, é provável que haja dor, sensibilidade e cárie ao redor das restaurações em resina, isso pode ser a curto ou médio prazo.


- Com amálgama isso pode acontecer também, mas o material não exige tantos cuidados extras. Assim, as chances de “acerto” são maiores em situações desfavoráveis. Por isso esse material costuma ser escolhido para pacientes com dificuldade de abertura de boca, pacientes especiais, pacientes com má higiene oral, ou mesmo regiões na boca em que não foi possível manter uma situação ideal de umidade, controle da salivação, posição da língua (para dentistas ou clínicas que não utilizam isolamento absoluto), etc.


- Nunca se esqueça de que sempre são necessárias visitas periódicas ao dentista, no caso, para verificar se as restaurações já realizadas precisam de algum tipo de manutenção, para analisar se houve desgaste excessivo ou a presença de recidiva de cárie próxima às margens da restauração.


CONCLUINDO


Atualmente, realizar a substituição de restaurações de amalgama por resina composta é um procedimento confiável, indiscutivelmente mais estético e com durabilidade satisfatória, tendendo a melhorar a cada ano, graças à grande quantidade de estudos na área de materiais dentários.


Obviamente, para que as vantagens da resina composta sejam aproveitadas ao máximo, o procedimento deve ser realizado por um profissional de confiança e atualizado quanto às características e exigências dos materiais atuais.


Como sempre, estarei sempre à disposição para discussões, dúvidas, sugestões, críticas, etc....


Um grande abraço,



Dr. Paschoal Pippa Filho

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